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sábado, 30 de março de 2013

Câncer de Mama


Câncer de Mama

Câncer de Mama

O que é o câncer?

O câncer é o resultado da multiplicação exagerada e descontrolada de algumas células que adquirem a capacidade de invadir estruturas sadias à sua volta. Eventualmente, podem deslocar-se do seu local de origem, atingir a corrente sanguínea e alcançar outras partes do corpo. Quando essas alterações ocorrem no tecido mamário, temos o Câncer de Mama, que se manifesta, normalmente, sob a forma de um caroço ou nódulo palpável.

Todo nódulo palpável na mama é câncer?

Não. Temos vários nódulos mamários palpáveis que são de natureza benigna, sendo mais comuns os cistos e fibroadenomas que têm boa evolução e, na maioria dos casos, só necessitam de controle periódico.

Além da apalpação de nódulos existem outros sinais sugestivos de Câncer de Mama?

O aparecimento de ínguas nas axilas, modificações da forma e tamanho das mamas, saída de secreção escura ou com sangue pelo mamilo e modificações na pele, na auréola mamária ou no mamilo podem ser sinais indicativos de Câncer de Mama.

Existe predisposição para o câncer de mama?

Sim, existem fatores de risco, que estão associados ao aparecimento do Câncer de Mama. Esses fatores devem ser identificados, pois permitem ao médico acompanhar seus pacientes individualmente e traçar condutas específicas para a prevenção.

Quais são os fatores predisponentes?

São considerados fatores de alto risco a história familiar (mãe ou irmã com Câncer de Mama na pré-menopausa) e a presença de alterações genéticas (modificações nos genes associados ao Câncer de Mama - BRCA1 e BRCA2). A intensificação de medidas preventivas leva à detecção precoce das alterações, aumentando a chance de cura.

Qual o significado da predisposição genética para o Câncer de Mama?

A detecção das modificações nos genes associados ao Câncer de Mama - BRCA1 e BRCA2 indica, apenas, uma predisposição não sendo definida para o aparecimento de Câncer de Mama. Esse exame deve ser feito preferencialmente nos grupos de mulheres que apresentem uma história familiar de Câncer em Mama ou ovário.

Qual a vantagem do diagnóstico precoce?

O diagnóstico precoce do Câncer de Mama possibilita o tratamento em estágios iniciais da doença, evitando procedimentos mais radicais e aumentando as chances de cura.

Quais as estratégias para o diagnóstico precoce de Câncer de Mama?

A detecção precoce inclui três estratégias complementares:
  • Autoexame da mama: inspeção visual e palpação sistemática de cada mama pela própria mulher. Deve ser realizado geralmente entre o 7º e 10º dia após a menstruação.
  • Exame clínico das mamas, realizado pelo profissional de saúde rotineiramente durante a consulta.
  • Mamografia - exame radiológico.

O que é, mais detalhadamente, a mamografia?

A mamografia é um exame de Raios X das mamas. Na imagem radiográfica da mamografia, o especialista consegue detectar alterações sugestivas de câncer e diferenciá-las das lesões benignas. Para a realização do exame é necessária a compressão dosada das mamas, sem a qual não é possível a visualização adequada do tecido mamário e a distinção das lesões. Apesar de ser considerada desconfortável por algumas mulheres, essa compressão não causa nenhuma agressão ao tecido mamário. Não é indicado que pacientes sensíveis realizem o exame na fase pré-menstrual, quando já existe uma sensibilidade aumentada nas mamas.

Qual a idade ideal para iniciar a realização dos exames de mamografia?

A primeira mamografia deve ser realizada entre 35 e 40 anos e controles periódicos estão indicados anualmente ou bi-anualmente a partir dessa faixa etária. Já nas mulheres com história familiar de Câncer de Mama em casos ascendentes de primeiro grau (como mãe e avó materna), o rastreamento mamográfico deve começar 10 anos antes da idade em que as mesmas tiveram a doença. Exemplo: se a mãe teve o Câncer de Mama aos 40 anos, o rastreamento deve começar aos 30 anos.
É importante ressaltar que a mamografia é recomendada como método de rastreamento, sendo indicada para todas as mulheres, independente da existência de sinais ou predisposição para o câncer.

Em que consiste a dupla checagem de exames de mamografia? Tal procedimento é realizado pelo laboratório?

A dupla checagem de exames foi introduzida com o objetivo de diminuir as falhas na liberação de resultados e consiste na releitura das imagens por examinadores distintos, em momentos diferentes, para não haver a influência da primeira leitura. Tal procedimento é realizado de rotina pelo laboratório e aumenta em até 15% a sensibilidade da mamografia, ou seja, a probabilidade de um resultado falso negativo diminui quando realizada a dupla checagem.

Quando é indicada a ultrassonografia das mamas?

A ultrassonografia das mamas não é método de rastreamento para câncer das mamas, mas é considerada como um importante adjuvante, em algumas condições, tais como:
  • Em mulheres de mamas muito densas;
  • Determinação da composição de um nódulo detectado pela palpação e/ou pela mamografia;
  • Na orientação da punção desses nódulos, que podem ser císticos (e, neste casos passíveis de serem aspirados e resolvidos) ou sólidos, podendo o material ser obtido por agulha fina ou grossa para estudo mais detalhado.


segunda-feira, 11 de março de 2013

TPM, saiba mais sobre o tema


A TPM pode ser atenuada com mudanças muito simples nos hábitos do dia-a-dia. Confira!

O que é TPM?

TPM ou Tensão Pré-Menstrual é uma desordem física e emocional que pode ser causada por mudanças hormonais que ocorrem durante o período menstrual de uma mulher. Muitas hipóteses surgem a respeito das causas desta disfunção, mas o que parece prevalecer é que sejam influências hormonais normais do ciclo menstrual que interfiram no sistema nervoso central. Parece haver uma íntima relação entre os hormônios sexuais femininos, as endorfinas (substâncias naturais ligadas à sensação de prazer) e os neurotransmissores, tais como a serotonina.

Quais são os sintomas?

Mais de 150 sintomas diferentes já foram reportados por mulheres com TPM. Os mais comuns são retenção de líquido, aumento de peso, cólicas abdominais, dores generalizadas (costas, articulações), espasmos musculares, sensibilidade nos seios, aparecimento de espinhas, aumento do apetite, irritabilidade, ansiedade, depressão, hostilidade, dificuldade para se concentrar, fadiga, alterações na libido, tolerância diminuída a estímulos sensoriais (luzes, barulhos etc.), entre outros.
Ainda não foi identificada uma causa exata da TPM; entretanto ela pode ser ligada a fatores sociais, culturais, biológicos e psicológicos. É estimado que 70 a 90% das mulheres em idade fértil sejam afetadas pela TPM. A incidência é maior em mulheres com idade entre 25 e 40 anos, aquelas com pelo menos um filho, com história familiar de depressão grave ou mulheres com um histórico de depressão pós-parto ou desordem afetiva.

Como é diagnosticada?

Não há um exame único que possa diagnosticar TPM, mas um ginecologista poderá avaliar o histórico da paciente e solicitar diversos exames para garantir que não se trata de uma doença com sintomas semelhantes.

Tratamento e prevenção

Embora não haja uma cura concreta para TPM, existem algumas medidas que podem ser tomadas para atenuar os sintomas e promover o bem-estar durante o período. Elas incluem dieta e exercícios, medicamentos e até mesmo a psicoterapia. O médico usará todas as informações do histórico da sua paciente, a avaliação do exame físico e seus sintomas para ajudá-la a escolher o melhor tratamento.
Resultados não cientificamente comprovados mostram que a vitamina B6 (Piridoxina), a vitamina E, o cálcio e o magnésio podem ser usados com melhora dos sintomas.
Algumas mudanças no estilo de vida também podem ser úteis na prevenção da TPM ou para evitar seu agravamento. Exercícios regulares de 3 a 5 vezes por semana e uma dieta balanceada (com aumento na quantidade ingerida de grãos, vegetais, frutas e diminuição de sal, açúcar, álcool e cafeína) podem ser benéficos. É importante também observar quais são os períodos que o corpo requer sono durante o ciclo menstrual, garantindo um descanso adequado.